19/07/2009

VAMOS LÁ ANALISAR A ENTREVISTA DE ENCARNAÇÃO.


«Tranquilo, confiante e desejoso de continuar a lutar por Coimbra», disse ter «a consciência clara de ter alcançado muitos dos objectivos que tracei até aqui», repetiu uma conhecida lista de «obra feita», destacando os jardins-de-infância, o saneamento, a cooperação com a Universidade, o iParque, as candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), a criação da Águas do Mondego, a transformação da Águas de Coimbra, a reabilitação do centro histórico, a luta contra a co-incineração, a rede social, a recuperação do parque escolar, a revolução nas instalações desportivas, a multiplicação de espaços verdes, a construção de parques infantis e para a terceira idade e a política cultural com infra-estruturas e apoios.

Encarnação, em 2001, quando se opôs pela primeira vez a Manuel Machado, falava da sua alegada incapacidade de fixar jovens a Coimbra, na sua alegada incapacidade de parar o fecho de empresas em Coimbra, na sua alegada incapacidade para tornar Coimbra uma cidade de franco crescimento e de ligação da Universidade ao crescimento empresarial.
Fazer crescer jardins de infância, o saneamento e a apresentação de candidaturas ao QCAIII são matérias em que Manuel Machado não falhou.
Aliás, se há presidente que transformou Coimbra e lhe permitiu dar o grande salto da década de 90 foi ele. Saneamento? Desafio Encarnação a mostrar quantas freguesias Machado deixou com saneamento e qual a percentagem populacional com saneamento, em 2000.
É pena muitos se terem esquecido das ruas e avenidas que Machado rasgou, das urbanizações que fez crescer, das condições novas que deu ao mercado da cidade, dos parques industriais que criou.

O que nós, cidadãos, queremos saber é obra nova, que não corresponda ao normal crescimento da cidade, promovida por Encarnação. O que nós queremos saber é o que a maioria de direita fez neste mandato de novo?

O que queremos saber é onde estão as empresas que prometeu não deixar fugir? E os jovens que prometeu conseguir fixar? E onde está Coimbra capital da saúde? E qual o plano de desenvolvimento estratégico de Coimbra?
Que mudanças na gestão urbanística? As conhecidas correspondem à vergonhosa acumulação do ex-Director Municipal do Urbanismo, nomeado e escolhido por Encarnação, com a Presidência da Académica, com os resultados conhecidos e aos favorecimentos a alguns promotores imobiliários que, em virtude disso, se encontram sob investigação crime.

E que mudanças no planeamento urbanístico? As que memorizei correspondem à vergonhosa situação em que ficou a Solum, zona correspondente a verdadeiros espaços de "cidade jardim" e que nestes 8 anos de Encarnação se transformaram em verdadeiras "aldeias de macacos".

E as Águas de Coimbra? Oh senhor Presidente está para nascer o gestor capaz de me convencer que os resultados das Águas de Coimbra não seriam possíveis de alcançar com os antigos SMASC! Relembro que os SMASC forneciam uma das melhores águas do país. Para que serviu a criação da empresa municipal Águas de Coimbra? Só vejo uma razão: meio mais célere e flexível para satisfazer clientelas (como está a suceder) pois as empresas municipais não estão sujeitas a tanto controlo como os serviços municipalizados e municipais. Podem contratar de forma mais leve e rápida.

Quanto ao IParque: resultados para a vida das pessoas? Para que serve para além da luta de galos que correspondeu à disputa judicial que correu os tribunais?

Neste mandato Encarnação e a direita não fizeram rigorosamente nada pela cidade. Co-incineração??? Essa foi uma batalha que Encarnação abraçou porque lhe dava espaço noticioso em horário nobre. Mas gostava que debatesse o assunto com elevação e sem reflectir medos populistas para os cidadãos. Aproveitou o assunto e cavalgou nele, sobretudo para populisticamente fazer política nacional. Nada teve a ver com Coimbra.



18/07/2009

E NAS AUTÁRQUICAS, EM COIMBRA, ONDE VOTAREI?

Vou votar Partido Socialista para a CMC.
Gostei dos candidatos escolhidos, quer à Câmara Municipal, quer à Assembleia Municipal e julgo serem merecedores do meu voto de confiança.
Coimbra precisa seguramente mais deles que eles de Coimbra, por isso não desperdiçarei o meu voto para destronar a incompetência e ilicitude que graça nos Paços do Município.
Aguardo, contudo, com imensa curiosidade, pelos restantes nomes porque, como está bom de ver, um bom candidato a presidente não faz um bom executivo!
Sem prejuizo de poder mudar o sentido do meu voto, dependendo da restante lista, no momento presente a minha intenção é votar no PS para as autarquias de Coimbra.

VAMOS LÁ FALAR DO QUE DECIDIRÁ O MEU VOTO NAS LEGISLATIVAS.

L E G I S L A T I V A S

Nas próximas eleições legislativas há duas decisões que já tomei: não votarei à direita, pelo que votar neste PSD de Manuela Ferreira Leite está totalmente posto de lado.
Em quem votar é a pergunta seguinte?
Por um lado, este Governo do PS cometeu muito erros e falhou muito, quer do ponto de vista político, quer técnico, sobretudo em dossiers fulcrais para o desenvolvimento de Portugal. Por outro lado, também considero que nalgumas pastas houve claramente favorecimento de alguns (pessoas singulares e colectivas) fugindo ao respeito pelos princípios da igualdade e livre concorrência.
Mas a pergunta que se segue é: com Ferreira Leite algo vai mudar nestes pontos negativos? Zero. Não acredito e até acho que pode pior. Este é o ponto.
O Bloco de Esquerda não é um partido para governar, identificando este partido como um partido contra-sistema que apenas serve para termos a certeza de há uma voz incómoda se for necessário (que naturalmente sabe que só tem votos se permanecer contra-sistema). Diria que o voto no Bloco de Esquerda é um voto de insatisfação com a classe política em geral, da qual também eles fazem parte, curiosamente.
Ora o meu voto pertence, ainda, ao grupo dos indecisos. Confesso não saber ainda se volto a dar um voto de confiança ao Partido Socialista ou se mantenho o meu voto de reacção contra o que o PS fez de mal e errado nesta legislatura.
É neste dilema cívico que me encontro.
Diria que o meu voto vai decidir-se atendendo à lista de candidatos a deputados do meu circulo eleitoral que é Coimbra.
Posto de lado está o meu voto na direita, pelo que, dependendo da qualidade da lista de deputados que o PS apresentar, o meu voto será decidido entre o PS ou o Bloco de Esquerda.
De resto, e para terminar, sublinho apenas que se o PS em Coimbra insistir num cabeça de lista como o Secretário de Estado Eng.º Paulo Campos, quanto a mim dos piores do executivo de José Sócrates (autor de decisões vergonhosas como as de adjudicar, por ajuste directo, uma prestação de serviços, ao seu Gabinete, a uma empresa de um seu assessor, e que foi notícia de televisão há 2 anos, ou a de fazer passar 34 milhões de euros pela criação de uma Fundação, fugindo ao código dos contratos públicos, para pagar os pc´s magalhães à empresa portuguesa JP Sá Couto, situação que mereceu um sério aviso da Comissão Europeia que pode ainda dar graves penalizações ao Estado Português por violação do princípio comunitário da concorrência), se insistir em olhar para dentro e, para calar clientelas e oposições meramente caseiras e internas, insistir em Mário Ruivo, militante socialista ao qual desconheço profissão, capacidade técnica, capacidade de trabalho, qualidade política ou voz, se insistir em não apostar verdadeiramente em jovens quadros (militantes do PS ou não) com profissão reconhecida e respeitada entre nós, cidadãos, e continuar com nomes como Horário Antunes ou, pior, Henrique Fernandes (sobretudo depois do vergonhoso papel que assumiu na gestão do dossier autárquico para Coimbra), votarei claramente Bloco de Esquerda e José Manuel Pureza, que reconheço como um homem culto, sabedor, com profissão reconhecida e com voz respeitada.
Pelo que o repto que lanço ao PS, em Coimbra, e na qualidade de mero cidadão, é a de se preocupar seriamente com os nomes que escolher para compor a lista de candidatos a deputados.
O que se decidirá em 27 de Setembro é demasiado sério para as legislativas servirem para acalmar clientelas partidárias internas.
Sei o que se decide em 27 de Setembro. Apesar das muitas criticas que tenho para formular ao actual governo, sou capaz de distinguir o essencial do acessório e julgo ser capaz de votar PS, desde que o partido socialista em Coimbra faça o mínimo que é escolher bons quadros, bons profissionais, pessoas de saber, com voz, com capacidade de trabalho nos quais nos possamos rever.

FERREIRA LEITE SE IMPEDIR PASSOS COELHO DE SER DEPUTADO DARÁ A DERRADEIRA MACHADADA NA SUA POLÍTICA DE VERDADE.

FERREIRA LEITE BEM TEIMA EM FALAR NA NECESSIDADE DE UMA POLÍTICA DE VERDADE, DA QUAL ELA É UMA DAS SUAS PRIMEIRAS COVEIRAS.

A líder do PSD não pode partir do pressuposto de que os Portugueses não se lembram dos tempos em que foi governante, quer como Secretária de Estado do Orçamento (depois de ter sido Directora-Geral), quer como Ministra da Educação e mais recentemente das Finanças. Aliás, relembro que Ferreita Leite nos últimos 20 anos foi Governante em 11 anos (8 anos na "Era" Cavaco Silva, mais 3 anos na "Era" Durão Barroso).
E eu, particularmente, lembro-me bem desses anos, claro que com muito maior consciência cívica e política nos seus últimos anos de governante.
Se há uma coisa que não é de todo possível insistir é na ideia ridícula e absurda de que se trata de uma mulher de diálogo. Não é. E o mais absurdo é que ser ou não dialogante não é materialmente mau nem bom. É assim. Há quem goste de dialogar sem fim. Há quem goste de dialogar KB, há quem goste de fingir que dialoga e há quem goste mais de decidir, sem ter de ouvir todos os sectores da sociedade civil.
O que não é bom, sobretudo para a política de verdade que Ferreira Leite quer demonstrar defender, é procurar "impingir" uma nova imagem que não é, nem nunca foi, a sua.
Muito pelo contrário, ela é, sobretudo, uma mulher de autoridade, ou não fosse ela apelidada de "dama de ferro".
Aliás, a sua vontade em impedir Passos Coelho de se eleger deputado pelo PSD e, sobretudo, as razões que deixou escapar serem as suas para esse impedimento, definem Ferreira Leite.
Não foi bonito dizer que não quer Passos Coelho nas listas porque isso seria colocar um lobo em plenário.
Claro que hoje, nos jornais nacionais, Ferreira Leite já emendou o erro na rima e mudou de opinião, admitindo incluir Passos Coelho (tudo em nome da manutenção da imagem de cordeira que nunca teve).
Que diferenças com José Sócrates?
Algumas: não sabe falar tão bem, não tem tanta representatividade internacional, é muito menos pro-activa e já está na fase de escrever livros e dar conferências. Está perto dos 70 anos.

16/07/2009

AVISO À NAVEGAÇÃO DOS MEDIOCRES.

Percebo que quem se viu retratado no meu artigo de opinião de hoje do semanário "Campeão das Províncias" não tenha gostado.
Paciência.
Não sou funcionário público, sou filho de médico e de professora, pelo que sou um cidadão comum que sempre dependeu do seu trabalho para viver e que no seu dia a dia profissional tem de provar que merece a confiança dos seus clientes.
Sempre quis ser advogado e nada mais do que isso. Fiz o curso de direito em Coimbra, Mestrado em Paris e agora aguardo aprovação de projecto de dissertação para Doutoramento em Espanha. Desde cedo tive de sair de Coimbra, minha cidade natal, e onde verdadeiramente está o meu coração, rumando a Lisboa para ser advogado. Em Lisboa integrei alguns grandes escritórios de advogados até ser recrutado, como jurista, prestando rigorosas provas de selecção para chefiar um Gabinete Jurídico de uma multinacional, em Madrid.
Não sou político (nem quero) e nunca dependi da política, dos políticos e da Administração Pública para rigorosamente nada. Sou, por isso, absolutamente livre para emitir a minha opinião sem pudor, medo ou inibição.
Como ex-advogado, jurista e professor de direito não concebo o exercício de cargos políticos e de altos cargos públicos sem a natural sujeição aos princípios da igualdade, proporcionalidade, livre concorrência, defesa do interesse público e, obviamente, ao mais importante de todos, o da legalidade. Exercer o poder para defender interesses particulares e em nome de favores partidários é para mim grave e é isso que apodrece e abala o sistema democrático.
Ora, o meu artigo de opinião, publicado hoje no semanário "Campeão das Províncias", além de verdadeiro e inatacável (e é por isso que doí), o que quis demonstrar foi a forma vergonhosa como se exerce o poder público, em Portugal, e, em concreto, em Coimbra.
O poder, que deveria ser exercido em nome do interesse público, mas que serve, as mais das vezes, para o pagamento de favores ou para o favorecimento de amizades pessoais, familiares e políticas, é usado para fins contrários aos do interesse público. Ninguém acreditará, obviamente, que aqueles recrutamentos tenham sido transparentes, porque é, no mínimo, estranho que, para cada uma daquelas vagas, primeiro tenham sido contratadas aquelas pessoas (e com aquelas ligações) por recibo verde e ajuste directo (logo sem qualquer sujeição à livre concorrência) e, depois, em concurso público, estranhamente, tenham sido as mesmas a ganhá-los.
É contra isto que me revolto como cidadão.
Fui habituado a lutar desde muito cedo para conseguir o que pretendia e almejava. Desde muito cedo fui educado a trabalhar, estudar e ser o melhor profissional na área que escolhesse. O meu pai sempre me disse que jamais "meteria cunhas" para conseguir vagas e que teria de demonstrar o meu valor e mérito sozinho. Nunca quis ficar parado e fui à luta. Licenciei-me, fiz mestrado, fui pai, fiz vários MBA´s e agora preparo doutoramento. Sempre investi em mais conhecimentos. Por isso não aceito facilitismos e preferências resultantes de relações familiares e políticas. Também não admito que os políticos usem o poder que nós todos cidadãos lhes damos para, em nosso nome, para defenderem interesses particulares e pessoais.
E até estou à vontade pois em 2001 decidi votar pela mudança, em Carlos Encarnação. Arrependi-me.
Já imaginaram a quantidade de bons profissionais, provavelmente com mais curriculum do que os familiares dos directores, vereadores e amigos do Presidente, que ficaram de fora e perderam estes concursos apenas por não terem ligações pessoais, familiares e políticas com nenhum dos senhores que hoje manda na Câmara Municipal de Coimbra? Já pensaram o quanto o interesse público também saiu prejudicado?
Será que o município precisava mesmo de biólogos? E mesmo que precisasse, seria necessário colocar o Dr. Pardal no topo da carreira? E será que precisava de geólogos? Sim, porque o que sei é que a mulher do director do Departamento do Ambiente é geóloga e entrou para o quadro da Câmara, para o meio da carreira técnica superior, mas, de facto, faz de secretária do Director Municipal da Administração do Território (diria que a Câmara fez um mau negócio pois está a pagar a uma técnica superior, meio da carreira, quando apenas precisaria de uma secretária).
Admito, também, ser difícil dar-lhe trabalho, pois não sei que funções um geólogo pode desempenhar num município? Confesso.
Tenho pena que tenha deixado os visados incomodados. Mas sendo verdade faz parte da democracia denunciar estas situações.
Felizmente posso adiantar que, exceptuando o meu pai que foi médico e investigador (falecido) e da minha mãe professora, não tenho mais ninguém na minha família que trabalhe para o Estado (nem irmã) pelo que, como se poderá perceber, estou mesmo muito à vontade!

12/07/2009

TÃO AMIGOS QUE NÓS ERAMOS

QUEM NÃO SE LEMBRA DESTAS CARAS?


Bem poderíamos dizer que do PS ao PSD são sempre os mesmos que ocupam os cargos de responsabilidade política e exercem o poder em nosso nome, em defesa do interesse público.
Pergunto: conseguem confiar nestes rostos para exercer o poder em nosso nome? Conseguem acreditar nestes rostos para defender e escolher o que é o interesse público?
Bom, olhando melhor, asseguro que são de facto sempre rigorosamente os mesmos. No caso de João Gouveia apenas há que fazer a seguinte actualização: agora ele veste a camisola rosa e não laranja. O seu passe foi adquirido na temporada de 2005.
Há, porém, algo em comum a todos estes rostos. O grande pai deles todos é o homem do 1.º plano de nome Dias Loureiro.
Por falar em Dias Loureiro... no gabinete de Sua Excelência o Presidente da Câmara de Coimbra há uma Dr.ª Joana Loureiro.... será mera coincidência?
Outra pergunta: diz o cartaz "uma oportunidade para Coimbra". Qual foi essa tal oportunidade?

11/07/2009

Listas de deputados, orgasmos e vídeos. As não acumulações.


A discussão em torno da impossibilidade de acumular candidaturas no seio do Partido Socialista só envergonha os intervenientes. É que a imagem que esses protagonistas dão aos cidadãos é a de que dependem da política para viver e que muito naturalmente contavam integrar por mais 4 longos e refastelados anos as cadeiras confortáveis da Assembleia da República, ao mesmo tempo que projectam a sua imagem como candidatos a algumas autarquias, sendo que, acredito, alguns deles no seu íntimo desejariam perder, pois as confortáveis cadeiras parlamentares serão, porventura, mais apetecíveis.
Do lado do Partido Social Democrata, em especial no circulo eleitoral em Coimbra, as coisas não estão melhor: Nuno Encarnação foi indicado pela distrital para a lista de deputados e, caso fique em lugar elegível, envergonhará Ferreira Leite e demonstrará a verdadeira estirpe e natureza de Carlos Encarnação. Ou seja: que se lixe o interesse público, o importante é resolver a vida dos seus queridos familiares!
Por outro lado, o aproximar-se das eleições legislativas traz à discussão as famosas listas de deputados por círculo eleitoral por parte de muitos cidadãos aparentemente afastados do circo político. Porém, há quem, sob a capa de uma intensa actividade profissional (que em muitos casos existe hoje porque a política lhe abriu as portas), alegadamente comprovativa dos respectivos méritos profissionais (mas que em muitos casos não é mais do que o fruto de uma enorme sorte que, mais uma vez, a política permitiu) se afastou do circo político local, mas verdadeiramente tal afastamento é apenas aparente (o que demonstra que não estão preparados para dar verdadeiramente o salto para que sejam reconhecidos pelos seus méritos profissionais. Compreende-se. Habituaram-se à política desde cedo. Nunca apostaram verdadeiramente em melhorar habilitações e a política é que lhes permitiu alguns bons contratos. Porém, dependem dela mesmo quando dela estão aparentemente fora).
Por isso é que, às portas de novo acto eleitoral, fazem-se de novo contas e contactos com quem poderá ter a uma palavra a dizer, no caso de Coimbra, na escolha dos 4 ou 5 magníficos candidatos a deputados em lugar elegível.
Bom, não se esqueçam apenas que os cidadãos não estão tão distraídos como se imagina ou desejaria.
No caso de Coimbra, onde voto, Paulo Mota Pinto é um técnico, não demonstrou , em todas as oportunidades que teve, ser bom político. Ora, apesar de um bom político ter de ser, quanto a mim, bom técnico, a inversa não é necessariamente verdadeira, sucedendo isso precisamente com Paulo Mota Pinto. Claro que se trata de um homem respeitável, honesto e, apesar das minhas observações anteriores, considero-o um bom candidato.
Do lado do PS, se a opção se chama Paulo Campos será uma catástrofe. Será a pior escolha que poderão fazer para Coimbra. Foi, quanto a mim, um dos piores membros do Governo do actual elenco governativo actual. Não me esqueço da adjudicação que fez à empresa de um dos seus assessores logo no início do Governo, não deixando boas perspectivas para o futuro.
Também aguardo com muita curiosidade a explicação jurídica que tem para dar aos portugueses em relação à criação da Fundação e a respectiva fuga ao Código dos Contratos Públicos no pagamento dos computadores Magalhães.
Como Mestre em Direito, a aguardar aprovação do projecto de dissertação para doutoramento, estou desejoso de aprender um pouco mais com este Secretário de Estado!

09/07/2009

A POLÍTICA DE VERDADE!!!













ENCARNAÇÃO ASSUMIU EM 2001 QUE UM AUTARCA SÓ DEVERIA FAZER NO MÁXIMO 2 MANDATOS.
HOJE, MUDAM-SE OS INTERESSES ESTRAT
ÉGICOS PESSOAIS, MUDAM-SE AS VONTADES

Carlos Encarnação
tem 2 rostos. Não foge em nada à regra dos políticos profissionais.


É por isso que o meu estado de espírito actual é indagar quem é o político. Se andar há mais de 8 anos a exercer cargos e funções políticas eu desconfio imediatamente.

Prefiro os puros. Os que se destacaram no exercício das suas actividades profissionais e que demonstraram ter tido sucesso. Esses sabem o que é trabalhar. Sabem o que é liderar equipas e tomar decisões cujo alcance compreendem perfeitamente porque também são bons técnicos. Ser, para mim, bom político é ter conhecimentos acima da média e saber aplicá-los para poder tomar as melhores decisões possíveis.

Não é o caso de Carlos Encarnação. Político de carreira há seguramente mais de 25 anos.

Pergunto qual foi a última vez que Encarnação estudou? Qual foi a última vez que Carlos Encarnação trabalhou a sério? Há quanto tempo Encarnação decidiu investir em mais qualificações pessoais, até para melhor exercer as funções públicas de que está investido? Já foi há tanto tempo que ninguém se recordará!

Para minha admiração, sim admiração porque também sou pai de um menino de 7 anos, Encarnação quer que o seu filho lhe siga os passos. Que se profissionalize na política. Faz mal. Faz mal ao seu filho e sobretudo faz mal ao país.

Bem sei que o caminho que defendo é mais difícil e trabalhoso. Dizer ao seu filho que deve aumentar as suas qualificações, tirando Mestrado e Doutoramento para ser o melhor no ramo de actividade que escolheu como profissão é dizer-lhe que ainda tem um longo percurso a trilhar. Mas é o mais sensato e o melhor para ele e sobretudo para o país que +recisa de mais Mestres e mais Doutores e menos políticos de vão de escada.

O país precisa é de gente competente e não de políticos profissionais que nunca trabalharam na vida, logo não podem saber tomar as melhores decisões, que dedicam a sua vida, sim, não à defesa do interesse público, mas à defesa da melhor estratégia para manter os respectivos lugares à custa do Orçamento de Estado.

Encarnação recandidata-se a um terceiro mandato porque quer acautelar a colocação do seu filho na lista de deputados do PSD pelo circulo eleitoral de Coimbra. Ora para isso não pode perder peso político no seu partido e isso só acontece, como a vida bem nos ensina, enquanto ele tiver poder.

Portanto, a Câmara de Coimbra não é um fim, mas um meio para outro fim! É pena!

04/07/2009

OUVI DIZER QUE ESTES FORAM OS RESPONSÁVEIS PELA CRISE AUTÁRQUICA DO PS EM COIMBRA.


A esta altura do campeonato, e sendo verdade o que se ouve no trianon e noutros pontos da cidade onde se discute política, Mário Ruivo deveria ser obrigado a ser o candidato do PS à Câmara Municipal de Coimbra e Henrique Fernandes deveria ser o candidato à Assembleia Municipal. Carlos Cidade poderia ser candidato à Junta de Freguesia dos Olivais.

Sobretudo agora que José Sócrates anunciou que candidatos autárquicos ficam impedidos de ir nas listas de deputados é que o povo de Coimbra gostaria muito de saber até que ponto vai o amor à camisola destes irresponsáveis políticos que, em troco de estratégias de poder pessoais deixaram órfãos milhares de cidadãos, fartos do poder de Encarnação e que viam no PS uma alternância de poder.

Claro que essa alternância não vem a qualquer preço e os cidadãos, ao contrário do que se imagina, não são tão distraídos como seria desejável a este tipo de tacticistas. Por isso mesmo os cidadãos de Coimbra não votam em qualquer alternativa, mas apenas nas alternativas que ofereçam garantias de responsabilidade, de credibilidade, de desapego ao poder, de defesa intransigente à coisa pública. Para que estas condições possam ser satisfeitas os candidatos não podem depender da política para viver porque se isso acontecer o cidadão não pode ter a garantia de imparcialidade, transparência e desapego aos cargos políticos dos respectivos candidatos.

Está demonstrado que quem depende da política para viver normalmente acaba mal, sobretudo os que dependem, em absoluto, dos cargos de nomeação e eleição política por não terem qualquer carreira profissional construída.

Enfim, mais uma oportunidade perdida para Coimbra, tudo por causa de pequeninos e mesquinhos interesses e estratégias pessoais de pequeninas pessoas e politicozinhos de vão de escada que não perceberam que, na sociedade, nada valem.

Parece-me que o Bloco de Esquerda poderá vir a ter uma excelente votação nas eleições autárquicas por culpa e falta de jogo do PS e nas eleições legislativas se o PS não souber ouvir o povo, em Coimbra, pode vir a conhecer uma derrota humilhante e avassaladora , vendo o Bloco eleger roubar-lhe até 2 deputados. A ver vamos . . .

02/07/2009

VAMOS LÁ COLOCAR ENCARNAÇÃO NA PELE QUE É VERDADEIRAMENTE A DELE.


ENCARNAÇÃO TEM UMA PREOCUPAÇÃO ÚNICA: COLOCAR O SEU FILHO NA PRÓXIMA LISTA DE DEPUTADOS.

Que diferença há então entre os políticos que fazem com que as pessoas desconfiem dessa classe e Carlos Encarnação?
Nenhuma diferença. Aliás, Encarnação personifica a ideia dos arranjos e favores. Personifica a ideia da violação sistemática da defesa e do primado do interesse público sobre a defesa do interesse privado.

Encarnação é aquele político que inacreditavelmente conseguiu sobreviver a vida inteira à custa da política, ou melhor, dos "tachos políticos".
O que me indigna já nem é isto, tantos são os exemplos na nossa classe política, da esquerda à direita! A minha indignação prende-se com a falta de vergonha que já não tem quaisquer limites.

A Democracia sempre se afastou da monarquia, mas alguns políticos da velha guarda, dos anos 60 e 70, não querem sair sem deixar as sementes dos seus filhos.
Esperemos que não sejam verdade as movimentações de Carlos Encarnação para encontrar na lista do PSD ao circulo eleitoral de Coimbra lugar para o seu filho (cujo único percurso público foi na Figueira Grande Turismo com os resultados catastróficos conhecidos ao ponto de ter decido sair, tais eram e são as condições de ingovernabilidade já reconhecidas por várias auditorias).


01/07/2009

EIS A SUA POLÍTICA DE VERDADE!


Outro negócio verdadeiramente ruinoso de Ferreira Leite, que aos dias que correm veste pele de cordeiro, foi o negócio que "hipotecou o país", ou seja, o polémico contrato entre o Estado e o Citigroup, feito por Manuela Ferreira Leite enquanto ministra das Finanças em 2003.
A operação já custou ao Estado português mais 3,7 mil milhões de euros de novos créditos do fisco e da Segurança Social.
O Citigroup pagou ao Estado cerca 15% do valor para ficar com créditos fiscais e de segurança que ascendiam a 9,5 mil milhões de euros.
O negócio permitiu ao governo de Durão Barroso encaixar uma receita extraordinária de 1,7 mil milhões de euros que serviu para manter o défice público abaixo do limite dos 3% do produto interno bruto em 2003. Só que a cobrança destas dívidas tem-se revelado insuficiente face às expectativas iniciais o que tem obrigado o Estado a transferir novos créditos para compensar o Citigroup.
Um negócio absolutamente ruinoso que tem um rosto: Manuela Ferreira Leite.
Os últimos dados apontam que tenham sido transferidas dívidas ao fisco e à Segurança Social adicionais no valor de 3,7 mil milhões de euros, o que corresponde a pouco mais de 30% da carteira que está no banco americano. A maioria destes novos créditos são dívidas fiscais, mas também há dívidas à Segurança Social.
O Estado poderá mesmo ser obrigado a recomprar os créditos fiscais que vendeu ao Citigroup e que entretanto se revelaram incobráveis. A hipótese foi avançada no Parlamento no início deste ano pelo juiz-conselheiro do Tribunal de Contas Freitas Pereira. O juiz lembrou que 2007 era o último ano para substituir créditos fiscais. No limite, o Estado terá de pagar ao Citigroup o que a instituição pagou pelos créditos que já não seja possível cobrar após 2005.

DE NOVO LEMBRANDO FERREIRA LEITE.


Bem Prega Frei Tomás!

Manuela Ferreira Leite, Ministra das Finanças, é co-responsável por "30% da famosa "terceira auto-estrada Lisboa-Porto".
Lembramos o despacho do lançamento do concurso do troço do Douro Litoral, assinado em 5 de Janeiro de 2004 por Manuela Ferreira Leite e Carmona Rodrigues, portanto, em plena época da do discurso da tanga, difundido por Durão Barroso, Primeiro-Ministro.
O despacho determinou "a aprovação do programa do concurso e do caderno de encargos relativos ao concurso público internacional para a concessão "Douro Litoral" que inclui uma circular externa do Grande Porto. Enquanto ministra de Estado e das Finanças, Ferreira Leite deu o aval para o avanço dos primeiros 30 quilómetros da auto-estrada, que vai dos Carvalhos a Oliveira de Azeméis.
Este primeiro troço que é paralelo à A1.
Bem prega Frei Tomás!

28/06/2009

É SEMPRE BOM RECORDAR


Ferreira Leite recebeu professores do PSD que no passado se manifestaram contra ela

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, recebeu um grupo de professores que são militantes do partido e que disseram aos jornalistas que no passado se manifestaram contra ela, quando foi ministra da Educação.

Manuela Ferreira Leite recebeu na sede nacional do PSD um grupo de professores do partido que são também dirigentes sindicais, que incluía o presidente da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) e presidente da UGT, João Dias da Silva.

Após o encontro, os professores fizeram questão de dizer aos jornalistas que vão estar presentes na manifestação convocada para sábado, em Lisboa, contra o actual modelo de avaliação.

“Estaremos na manifestação, com cartazes, a comandá-la”, disseram, entre outros, Graziela Rodrigues, do Sindicato Nacional de Professores Licenciados (SNPL).

Os jornalistas quiseram saber se estiveram também presentes nas manifestações contra o Governo do PSD no tempo em que Manuela Ferreira Leite foi ministra da Educação.

“Estivemos presentes, sim senhora. Estamos aqui para defender os professores, para defender a classe, e não os partidos políticos”, respondeu Graziela Rodrigues.

No final do encontro, que foi pedido pelo grupo de professores do PSD, Manuela Ferreira Leite fez uma declaração em que defendeu a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores e a aprovação de um novo modelo.

“Congratulamo-nos que tenha defendido a suspensão do actual modelo de avaliação de desempenho, apesar de sabermos que Ferreira Leite não se comprometeu com nenhum futuro sistema de avaliação futuro pois no fundo ela concorda com o essencial das medidas, o que nos pode levar a suspeitar declarou a seguir João Dias da Silva...".

No encontro com a presidente do PSD estiveram dirigentes da FNE, do SNPL, do Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP), do Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAP) e do Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU).

Manuela Ferreira Leite foi ministra da Educação durante o segundo Governo chefiado por Cavaco Silva, entre Dezembro de 1993 e Outubro de 1995.

Lisboa, 07 Nov 2008 (Lusa) – IEL.

24/06/2009

PS DE COIMBRA CONFESSA INCAPACIDADE PARA ESCOLHER CANDIDATO


FINALMENTE HENRIQUE FERNANDES, HOJE EM CONFERÊNCIA DE IMPRENSA, CONFESSA-SE INCAPAZ DE ESCOLHER UM CANDIDATO PARA A CÂMARA MUNICIPAL DE COIMBRA.

Pena que tenha chegado a esta triste conclusão tão tarde!
Houve candidatos disponíveis há meio ano atrás em quem eu votaria, como é o exemplo de Luís Marinho. Não o conheço e também não milito nessa associação de sábios na qual se compõe o PS de Coimbra, pelo que é inútil dizerem que tenho um qualquer interesse na sua candidatura (é sempre isto que é afirmado à falta de argumentos sérios).
Sou um cidadão com ideias e convicções próprias que até já votou em Carlos Encarnação.
Sou advogado e jurista e trabalho metade do mês em Madrid, mas Amo esta terra onde nasci: Coimbra.
Luís Marinho faz o tipo de candidato que me faria acreditar de novo. Não sei explicar a razão ou razões mas inspira-me confiança. Faz-me acreditar numa nova forma de fazer política. Numa nova forma de agir. Numa nova dinâmica de gestão. Numa forma mais arejada e cosmopolita, própria de alguém que viveu mais de uma década na capital da Europa (segundo li num jornal da cidade), onde tudo acontece, do ponto de vista das grandes decisões.
Essa vivência política obrigatoriamente enriquece o candidato e pode trazer importantes apports a Coimbra. No fundo, pode tornar Coimbra mais Europeia, mais aberta, mais cosmopolita, mais preparada e capaz de se abrir à sociedade.
Mas este PS pequenino feito de pequeninas pessoas que olham em 1.º, 2.º e 3.º lugar para os seus umbigos e interesses pessoais foram capazes da grande proeza de espantar o, provavelmenete, único candidato capaz de vencer a maioria de direita que governa o município.
Não será o único, acho mesmo que haverá muitas figuras da década de 60 e 70, que contam entre 30 a 40 anos, com profissões sólidas onde mostraram ser vencedores e que poderiam "agarrar" na cidade. Independentemente de possuírem uma qualquer militância partidária, porque acredito que há bons valores e bons quadros nos partidos, preferia, todavia, escolher os que são sistematicamente afastados pelos "aparelhos partidários", pois esses são precisamente os que dele não precisam e que estarão mais preparados pois serão vencedores na sociedade civil, ou preferia que nenhuma ligação tivessem aos partidos.